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Proposta em favor de uma federalização da mídia emigrante, agregada ao atual Conselho de representantes das comunidades brasileiras no exterior

postado em 15 de mai de 2011 09:58 por Fernanda Weiden

Justificativas

É grande a importância da imprensa emigrante que, mesmo sem subvenções, conseguiu se implantar e se impor fora do país, criando jornais e revistas, alguns de grande circulação, nos EUA, na Europa e no Japão.

Entretanto, a mídia emigrante funciona desconectada, sem relações entre os editores e redatores de jornais, rádios e canais de televisão espalhados como os brasileiros pelo mundo.

Dada a importância que essa média e pequena empresa redacional tem para as comunidades emigrantes, propomos seja incluído entre os temas da próxima II Conferência Brasileiros no Mundo o da criação de uma estrutura federativa que congregue a mídia emigrante representativa da emigração em todos os continentes. Nessa mesma oportunidade, seja indicada a metade dos membros constituintes dessa federação (ver parágrafos seguintes).

Essa estrutura funcionaria paralelamente mas independentemente do Conselho de representantes, como agregada, destinada a fazer parte da futura Secretaria de Estado da Emigração (Estado do Emigrante) com representantes dos editores emigrantes de cada região (América do Sul, do Norte, Europa, Ásia/Médio Oriente/África, e, já na II Conferência, poderá haver documentos dedicados à mídia emigrante, na sequência do já iniciado na I Conferência.

No Brasil, o órgão federativo dos jornalistas é a Fenaj, a emigração poderá ter assim sua Federação da Mídia Emigrante.

O objetivo desse reconhecimento da importância do papel da mídia emigrante é também o de se lançar as bases para uma política de apoio e de incentivo, seja fiscal ou de subvenções, para esse segmento produtivo da emigração. Assim, tão logo constituída a federação, os membros integrantes poderão repertoriar quais suas necessidades mais prementes e elaborar um projeto de ação coletiva.

Os primeiros membros dessa federação terão um mandato provisório de um ano, metade constituída de diretores ou proprietários de mídias mais antigas e mais influentes e outra metade eleita por região, para elaborar um estatuto e estrutura de funcionamento. O Conselho de representantes poderá fazer sugestões mas sem poder intervir. O dirigente da Federação da Mídia Emigrante, escolhido pelos membros eleitos, fará parte ad-hoc do Conselho de representantes.

Convite

Propomos igualmente que a Subsecretaria das Comunidades Emigrantes no Exterior convide um dos precursores da imprensa emigrante nos EUA e/ou Europa e Ásia, (jornal, revista, rádio, teve) de maior tiragem para contar na II Conferência como funciona a imprensa emigrante, como se mantém, como são feitas as reportagens com os emigrantes.

Ao mesmo tempo, seja discutido se esse setor, que mantém o vínculo do brasileiro emigrante com seu idioma e com o Brasil, precisaria de incentivos e de que tipo de incentivos precisa para se desenvolver.

Televisão gratuita para emigrantes

Nessa mesma rubrica mídia e informação emigrante, deveria ser discutida a questão da recepção das transmissões de canais brasileiros de televisão. Tanto o Canal Globo como Record são vistos em todo o mundo, porém a recepção implica numa assinatura de alto preço, nem sempre ao alcance de todos os emigrantes.

Por isso, seria oportuna a presença do ministro Franklin Martins para explicar os planos de expansão da Televisão Brasil e se sua recepção pelos emigrantes poderá ser gratuita, como ocorre para os francófonos a recepção da TV Monde ou para os portugueses a recepção da RTP.

A televisão, os jornais impressos e as rádios ou programas locais são vínculos importantes da emigração com a cultura brasileira e devem ser prestigiados caso avance o projeto de uma Secretaria de Estado emigrante, precursora de um Estado Emigrante.

A Federação da Mídia Emigrante deverá ter seu formato definido, na próxima conferência do Rio, com uma comissão (metade de membros) diretora provisória escolhida (outra metade a ser eleita) com o objetivo de criar as estruturas básicas para a troca de informações, formação de profissionais e mesmo um banco de dados.

Resumindo

  • lançamento do projeto de uma Federação da Mídia Emigrante
  • convite para um precursor trazer um documento e narrar como funciona a mídia emigrante
  • convite para o ministro Franklin Martins explicar se a Televisão Brasil tem ambições de ser levada à diáspora brasileira em todo o mundo, sem custos.

Rui Martins e Carmem Lúcia Tsuhako, membros do Conselho provisório de representantes das comunidades brasileiras no exterior.

Foram ouvidos antecipamente os representantes em diversos países do movimento Estado do Emigrante, que aprovaram a iniciativa ora entregue ao embaixador Eduardo Gradilone.

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