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Os emigrantes estão maduros para assumir seu destino

postado em 15 de mai de 2011 09:54 por Fernanda Weiden   [ 15 de mai de 2011 09:54 atualizado‎(s)‎ ]

A emigração brasileira, fenômeno social recente, se tornou marcante principalmente a partir dos anos 90 e, por isso, pode-se dizer, já ter chegado à sua maioridade com a compreensível reivindicação de ter autonomia para cuidar ela própria de si mesma.

Essa consciência está ligada diretamente à vitória do movimento de cidadania Brasileirinhos Apátridas ( primeira manifestação internacional da comunidade emigrante brasileira ) com a recuperação da nacionalidade brasileira nata para seus filhos, no qual adquiriu confiança na sua capacidade para gerir e solucionar seus problemas.

A proposta do Estado do Emigrante concretiza o estado de espírito de um segmento externo da população brasileira, que nas Américas, Europa e Japão, já mostrou sua capacidade de organização, seja produzindo jornais, revistas, administrando creches, escolinhas de Português, programas de integração, serviços de remessa de poupanças para o Brasil e mesmo centros culturais e congressos de emigrantes como é o caso do conselho de comunidades suíças.

Os emigrantes brasileiros estão, portanto, maduros para assumir seu destino e, por isso, esperamos que o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria Geral das Comunidades no Exterior estudem nossa proposta de criar um grupo de transição, itinerante, ao final ou na sequência deste I Seminário.

Caberá, então, a esse grupo de transição dar continuidade junto ao governo e parlamentares à idéia de um órgão autônomo, majoritariamente emigrante, cuja principal atribuição será a de elaborar, em colaboração com os ministérios das Relações Exteriores, da Justiça, do Trabalho e outros, as leis, regulamentos, portarias, normas e propostas de acordos bilaterais em favor dos emigrantes.

Esse órgão, o Estado do Emigrante, reforçado com a presença de parlamentares emigrantes, eleitos pelos emigrantes, terá a incumbência de dar corpo e resposta a todas as reivindicações e propostas apresentadas neste I Seminário.

Já existe uma grande conjugação de forças e interesses com esse objetivo. Um apoio da SCBE ao final deste Seminário dará ao Estado do Emigrante a visibilidade necessária para merecer um projeto de lei e um pronunciamento favorável do Ministério das Relações Exteriores, num formato ideal para caracterizar o desejo do governo Lula de apoiar os emigrantes, numa resposta clara à diretriz da União Européia de criminalizar a imigração.

ONTEM, foram emigrantes unidos no movimento de cidadania Brasileirinhos Apátridas, apolítico, láico, independente e sem quaisquer subvenções que conseguiram devolver a cidadania nata aos filhos dos emigrantes ameaçados de se tornarem apátridas.

HOJE, aos emigrantes se juntaram políticos, diplomatas, personalidades em favor da criação de um órgão autônomo com todas as estruturas de um Estado com população legislativo e governo pertencentes à emigração.

AMANHÃ, o Estado do Emigrante, com seu Conselho de Comunidades, seus deputados e senadores, terá o mesmo peso político dos outros Estados e condições de legislar e agir em favor da emigração brasileira.

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